Crianças e Miúdos é um título apenas aparentemente redundante. A mesma língua que nos une encontra formas de designação distintas para os mesmos referentes. Se, em Portugal, os miúdos são a forma terna de designar crianças, no Brasil - sobretudo em algumas das suas regiões - os guris ou os moleques ocupam numa linguagem dos afectos o espaço próprio da designação de seres humanos de uma geração onde tanto se concentram as esperanças da humanidade quanto se exprime o pathos de uma condição social marcada tão acentuadamente pela dor e pela exclusão. (...) Os artigos tratam de dois temas que se cruzam: as crianças e a educação. O sentido desse cruzamento - expresso na reflexão conduzida sobre os mundos sociais e culturais da infância, sobre a edificação das políticas educativas, sobre a organização da actividade pedagógica e sobre as acções e representações das crianças - reside no resgate da criança como actor social concreto, para além do ofício de aluno, e na perspectiva da acção educativa no jardim-de-infância ou na pré-escola (uma vez mais, as palavras que nos unem e se dividem...) ou no ensino básico ou fundamental, como um campo de possibilidades, uma pólis de afirmação cidadã, para além da instituição constrangida pela norma social e por isso constrangedora.
Sinopse
Crianças e Miúdos é um título apenas aparentemente redundante. A mesma língua que nos une encontra formas de designação distintas para os mesmos referentes. Se, em Portugal, os miúdos são a forma terna de designar crianças, no Brasil - sobretudo em algumas das suas regiões - os guris ou os moleques ocupam numa linguagem dos afectos o espaço próprio da designação de seres humanos de uma geração onde tanto se concentram as esperanças da humanidade quanto se exprime o pathos de uma condição social marcada tão acentuadamente pela dor e pela exclusão. (...) Os artigos tratam de dois temas que se cruzam: as crianças e a educação. O sentido desse cruzamento - expresso na reflexão conduzida sobre os mundos sociais e culturais da infância, sobre a edificação das políticas educativas, sobre a organização da actividade pedagógica e sobre as acções e representações das crianças - reside no resgate da criança como actor social concreto, para além do ofício de aluno, e na perspectiva da acção educativa no jardim-de-infância ou na pré-escola (uma vez mais, as palavras que nos unem e se dividem...) ou no ensino básico ou fundamental, como um campo de possibilidades, uma pólis de afirmação cidadã, para além da instituição constrangida pela norma social e por isso constrangedora.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)