O livro que agora se publica foi acabado de redigir pelo Dr. António de Almeida Santos semanas antes da sua morte.
São textos redigidos por mim [Almeida Santos] de combate e de protesto contra a política colonial das ditaduras de Salazar e Caetano,
a maioria assinados pelos membros do Grupo dos Democratas de Moçambique, e que os ditadores mandaram apreender na tipografia.
Com pena, de entre os documentos não se encontra a cópia da exposição que esteve na origem da abolição do Estatuto do Indigenato
e a carta que foi escrita ao director da PIDE. Mas não foram os únicos documentos do Grupo dos Democratas que se perderam. Julguei sempre vir a encontrar esses e outros documentos na minha ficha da PIDE, sem exclusão da cópia do «livro» – pela extensão – das respostas que durante três dias dei na PIDE as perguntas do próprio Salazar e que, como digo noutro texto deste livro, levou sumiço.
Felizmente que guardei fotocópias dos mais importantes – apesar de não assinadas – em quantidade e significado bastantes para, mesmo assim, valer a pena publicar este livro. E apraz-me registar aqui que em pelo menos alguns dos trinta livros já por mim publicados – este é o 31.º! – fui debitando alusões à minha luta política de Moçambique.
Sinopse
O livro que agora se publica foi acabado de redigir pelo Dr. António de Almeida Santos semanas antes da sua morte. São textos redigidos por mim [Almeida Santos] de combate e de protesto contra a política colonial das ditaduras de Salazar e Caetano, a maioria assinados pelos membros do Grupo dos Democratas de Moçambique, e que os ditadores mandaram apreender na tipografia. Com pena, de entre os documentos não se encontra a cópia da exposição que esteve na origem da abolição do Estatuto do Indigenato e a carta que foi escrita ao director da PIDE. Mas não foram os únicos documentos do Grupo dos Democratas que se perderam. Julguei sempre vir a encontrar esses e outros documentos na minha ficha da PIDE, sem exclusão da cópia do «livro» – pela extensão – das respostas que durante três dias dei na PIDE as perguntas do próprio Salazar e que, como digo noutro texto deste livro, levou sumiço. Felizmente que guardei fotocópias dos mais importantes – apesar de não assinadas – em quantidade e significado bastantes para, mesmo assim, valer a pena publicar este livro. E apraz-me registar aqui que em pelo menos alguns dos trinta livros já por mim publicados – este é o 31.º! – fui debitando alusões à minha luta política de Moçambique.Ficha Técnica
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