Gomes Leal
Filho ilegítimo de um funcionário, António Duarte Gomes Leal nasceu em Lisboa no dia 6 de Junho de 1848. Chegou a frequentar o Curso Superior de Letras, mas a sua cultura literária foi quase toda adquirida no seu meio de trabalho e nos cafés. Começou cedo a trabalhar no mundo jornalístico, tendo também feito edição de livros e panfletos. Colaborou com diversos jornais da época, publicando críticas literárias e artigos satíricos. Enquanto crítico, Gomes Leal era já defensor do realismo, mas como poeta era ainda ultra-romântico, sobretudo a nível formal.
O seu primeiro livro de poesia, Claridades do Sul, foi publicado em 1875, e nele já se notam os seus ideais anticlericalistas e republicanos, preocupações também presentes em obras posteriores. A partir de Anticristo (1886) e com A Mulher de Luto (1902), a poesia de Gomes Leal torna-se mais negativa, de uma certa inspiração ocultista, provavelmente devido à decadência física e moral sofrida pelo poeta. Em 1910 converteu-se ao catolicismo, mudança que se manifestou na sua obra, em livros como A Senhora da Melancolia. A fase final da vida de Gomes Leal foi marcada por um grande fervor religioso, associado à degradação física e moral consequente do seu alcoolismo. Morreu em Lisboa no dia 30 de Janeiro de 1921.
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