Abel Acácio de Almeida Botelho

Abel Acácio de Almeida Botelho (Tabuaço, 23 de Setembro de 1855 — Argentina, 24 de Abril de 1917) foi um militar, e diplomata português, destacou-se também como escritor. Representante em Portugal do realismo extremo, conhecido como Naturalismo, escreveu, entre outros, o O Barão de Lavos e O Livro de Alda, os dois primeiros títulos da série Patologia Social. Abel Botelho nasceu em Tabuaço, pequena vila da Beira Alta, a 23 de outubro de 1856, e faleceu em Buenos Aires, como ministro da República Portuguesa, em 1917. Iniciando-se na carreira das armas como simples soldado raso, foi galgando os mais altos postos do Exército, tendo chegado a Coronel. Entre outras funções, exerceu a chefia do Estado Maior da Primeira Divisão Militar (Lisboa). Pertenceu a várias agremiações (Academia das Ciências, Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses, de Lisboa e do Porto, Associação da Imprensa, Sociedade Geográfica de Lisboa, etc.), e foi como um dos delegados dessa última agremiação que esteve em São Paulo, em 1910, por ocasião de um congresso de Geografia. Em 1911 é nomeado ministro da República em Buenos Aires, onde falece em 1917. A sua carreira literária, começou-a em 1885, com um livro de versos chamado Lira Insubmissa. No ano seguinte, lança Germano, drama de cinco actos, em verso. Proposta à direcção do teatro Nacional, esta peça foi recusada. Originou-se uma polémica por causa do artigo que Abel Botelho dirige aos responsáveis por recusarem a peça. Daí por diante escreverá outras peças de teatro: Jacunda (comédia em três actos, 1895), Claudina, Vencidos da Vida, Parnaso. Em 1891, Abel Botelho inicia o estudo da sociedade portuguesa na série Patologia Social, que deveria ser o exame exigente e científico dos males gerais que infestavam Portugal, sobretudo Lisboa, capital e centro urbano de maior prestígio. O primeiro é Barão de Lavos (1891), seguido de O Livro de Alda (1898), Amanhã (1901), Fatal Dilema (1907), Próspero Fortuna (1910). Além desses, deixou mais três romances: Sem Remédio... (1900), Os Lázaros (1904), e Amor Crioulo (incompleto e póstumo, seu título anterior era Idílio Triste, 1919) e o livro de contos Mulheres da Beira (1898, anteriormente haviam sido publicados no Diário de Notícias, entre 1895 e 1896).

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